Embora ele não tenha inventado directamente muitas coisas, Jobs era mestre em associar ideias, arte e tecnologia de maneira a inventar reiteradamente o futuro. Desenhou o Mac depois de perceber o poder das interfaces gráficas de uma forma que a Xerox foi incapaz de fazer, e criou o iPod depois de entender a felicidade que é termos mil músicas no bolso de um modo que a Sony, que tinha todos os meios e a tradição para o fazer, nunca conseguiu perceber. Alguns líderes são inovadores por compreenderem o contexto global. Outros fazem-no por controlarem os pormenores. Jobs fazia ambas as coisas, implacavelmente.
O resultado foi ter revolucionado seis indústrias: os computadores pessoais, os filmes de animação, a música, os telefones, os tablets e a edição digital. Podemos até acrescentar uma sétima: as lojas de venda a retalho, que Jobs não revolucionou, mas reinventou. Ao longo deste percurso, não só criou produtos transformadores, mas também, à segunda tentativa, uma empresa duradoura, marcada pelo seu ADN, cheia de designers criativos e engenheiros ousados capazes de fazer avançar a visão dele.
Jobs tornou-se o maior empresário da nossa era, aquele que certamente será mais recordado daqui a um século. No panteão da História ficará ao lado de Edison e de Ford. Mais do que qualquer outro dos seus contemporâneos, ele fez produtos completamente inovadores, combinando o poder da poesia e dos processadores. Com uma ferocidade que podia fazer com que trabalhar com ele fosse uma coisa tão perturbadora como inspiradora, construiu também aquela que se tornou, pelo menos durante parte do último mês, a empresa mais valiosa do mundo. E conseguiu integrar nela as sensibilidades do design, o perfeccionismo e a imaginação que provavelmente a tornarão, mesmo daqui a décadas, a empresa mais bem sucedida no cruzamento da arte com a tecnologia.
José René Higuita Zapata nasceu a 17 de Agosto de 1966 em Medellín, Colômbia.
Tinha como apelido El Loco, O Escorpião Rei.
Começou a sua carreira no Millonarios em 1985, em 1986 transferiu-se para o Atlético Nacional clube também Colombiano onde ganhou os seus principais títulos: Copa Libertadores da América (1989), Copa Interamericana (1990).
Em 1991 imigrou para a Europa para jogar no espanhol Real Valladolid, mas não se adaptou ao futebol europeu e acabou por regressar ao Atlético Nacional acabando por vencer o Campeonato Colombiano (1994), foi também vice-campeão da Libertadores em 1995.
Millionarios Atlético Nacional Real Valladolid Atlético Nacional Tiburones Rojos Independiente Medellín Real Cartagena Atlético Junior Deportivo Pereira Aucas Bajo Cauca FC Guaros de Lara FC Deportivo Rionegro Deportivo Pereir
O ano de 2004 ficou marcado na carreira de Higuita, foi apanhado num exame antidoping em que detetaram traços de cocaína e foi suspenso, só voltou a jogar em julho de 2007 pelo Guaros de Lara, da Venezuela.
Voltou para a Colômbia em 2008 onde se tornou campeão da série B do Campeonato Colombiano pelo Deportivo Rionegro. Nesse mesmo ano transfere-se para Deportivo Pereira da primeira divisão.
Encerrou a sua carreira em 24 de Janeiro de 2010.
O guarda-redes colombiano foi idolatrado por uns e odiado por outros derivado ao que fazia em campo, brilhando ao lado de Carlos Valderrama na copa de 90 sendo o responsável directo pela eliminação, perdendo a bola para o carismático Roger Mila de Camarões. Mas não foi só de fracassos que Higuita viveu, a sua selecção tornou-se imortal nas eliminatórias de 93, fazendo a sua melhor campanha. Higuita ficou famoso pelo seu estilo expansivo e singular, sempre a roubar a cena por onde passou. O guarda-redes colombiano era insano, saia driblando, dava chapéu aos adversários, corria para a área para marcar golos e conseguiu anotar surpreendentes 41 na sua carreira, incluindo 3 pela selecção de seu país, que defendeu por 12 anos.
Tornou-se famoso também pela defesa do "escorpião", onde projectava o corpo para frente, inclinando os pés para trás, usando-os para tirar as bolas. Apesar de passagens por diversos clubes, foi no Atlético Nacional da Colômbia onde se consagrou, conquistando a Libertadores de 86, a Copa Interamericana de 90 e o Campeonato Colombiano de 94. Pode não ter sido um ídolo, ou um craque, mas mostrava categoria e muito bom humor, dando dribles incomuns até para jogadores de linha. Também foi pioneiro na ideia de guarda-redes marcar penaltis e faltas.
Fernando Couto desde o início da sua carreira destacou-se na posição de defesa-central e as suas exibições chamaram a atenção do FC Porto. Ainda com idade de júnior ingressou no clube das Antas.
Foi pelas mãos do treinador jugoslavo Tomislav Ivic, lançado na equipa sénior do FC Porto na temporada 1987/88 no entanto, acabou por só participar numa partida. Como estava tapado no FC Porto foi ganhar mais experiência em equipas de escalões inferiores.
Regressando ao FC Porto em 1990/91 regressou e impôs-se logo como titular.
Fernando Couto atuou como titular em 25 jogos do campeonato e ganhou a Taça de Portugal (feito que voltou a repetir em 1993/94). Nas duas temporadas seguintes, sempre na condição de titular indiscutível, foi campeão nacional.
As boas exibições constantes levaram a que chamasse a atenção de grandes clubes estrangeiros e a partir da temporada de 1994/95 passou a representar o Parma de Itália.
A nível da seleção principal de Portugal, Fernando Couto estreou-se em Dezembro de 1990, com uma vitória por 1-0 contra os EUA e mais tarde tornou-se num dos jogadores portugueses com mais internacionalizações. Fez o seu último jogo com a camisola da Selecção no Euro 2004, onde Portugal chegou à final.
Luís André Pina Cabral Villas-Boas, mais conhecido como André Villas-Boas (Porto, 17 de Outubro de 1977), é um treinador de futebol português. Actualmente, treina o Futebol Clube do Porto onde se sagrou campeão nacional da época 2010/2011.
Bisneto do Visconde de Guilhomil, Villas-Boas cedo se interessou por futebol, chegando a ponderar ser jogador. No entanto, rapidamente se tornou num apaixonado pelo papel de treinador e pelos aspectos tácticos do jogo. Quando, em 1994, Bobby Robson veio treinar o FC Porto, veio morar no prédio de Villas-Boas, o que levou o jovem aprendiz de treinador a tentar aproximar-se do treinador do Porto. Com 16 anos, escreveu uma carta ao treinador inglês em que sugeria como o então treinador principal do Futebol Clube do Porto, poderia dar mais rendimento a Domingos Paciência, seu ídolo da juventude.
Villas-Boas teve a sua primeira passagem pelo FC Porto em 2003 como assistente de José Mourinho, que o tinha conhecido no tempo de Bobby Robson e reconhecendo as suas capacidades, durante 5 temporadas (2003 a 2008) foi responsável por uma parte importante do êxito de José Mourinho no Porto e Chelsea, com tarefas específicas como analisar os adversários e fazer prospecção detalhada de jogadores. Após a saída do Chelsea, seguiu Mourinho para o Inter Milão como seu adjunto.
Em 2008 abandonou Mourinho para dar um novo rumo à sua carreira, como treinador principal noutra equipa de futebol profissional.
A 13 de Outubro de 2009 foi apresentado como técnico principal da Académica de Coimbra, com a missão tirar a equipa do último lugar da Primeira Liga. Com apenas 31 anos esta seria a sua primeira aventura naquele posto.
No dia 2 de Junho de 2010, André Villas-Boas foi anunciado oficialmente como o novo treinador da equipa de futebol profissional do Futebol Clube do Porto, substituindo Jesualdo Ferreira para as seguintes duas épocas, uma aposta de Pinto da Costa considerada por muitos como uma aposta de risco derivado a sua falta de experiência e a sua idade.
A 7 de Agosto de 2010, no primeiro jogo oficial que realizou como treinador principal do FC Porto, e logo aí se viu que era um treinador com grande potencial derivado à forma como montou a sua equipa e venceu o seu primeiro troféu. O título em questão foi a Supertaça Cândido de Oliveira arrecadada frente ao eterno rival SL Benfica numa sólida vitória por 2-0, contra todas as expectativas da imprensa.
A 3 de Abril de 2011, e ainda com 5 jornadas por disputar, o FC Porto de Villas-Boas sagrou-se Campeão Nacional pela 25ª vez (com o acrescento histórico de o ter feito invicto) ao derrotar o Benfica no seu próprio estádio (2-1), num jogo que ficou marcado por actos anti-desportivismo do SL Benfica no final do jogo que apagou as luzes e ligou a rega enquanto os jogadores do FC Porto festejavam a conquista do título. Com este triunfo Villas-Boas tornou-se o terceiro treinador mais novo de sempre a conquistar o título de campeão de Portugal, com 33 anos de idade. Villas Boas tornou-se o quinto técnico a conseguir ganhar o campeonato português logo na primeira temporada em que dirige uma equipa desde o início, feito que no FC Porto só tinha sido alcançado com José Mourinho, na época de 2002/03.
Alguns dias depois, o FC Porto volta a jogar com o Benfica, para a Taça de Portugal, novamente na Luz, num jogo que se dava como desnecessário para o apuramento do finalista da Taça de Portugal, já que o SL Benfica tinha ganho ao FC Porto por 2-0 no Dragão, dando a sensação de garantir a presença na final da competição. Alcançando o resultado histórico (nunca o Porto tinha dado a volta a uma eliminatória assim) de 3-1, o Porto eliminou o Benfica contra todas as expectativas e, ao mesmo tempo, garantiu que a final da Supertaça 2011 será FC Porto -Vitória de Guimarães, excluindo o Benfica dessa mesma competição.
Ganhando ao Marítimo por 2-0 fora de casa, o Porto terminou o campeonato sem derrotas, apenas cedendo três empates contra equipas diferentes, batendo, assim, todos os seus adversários no campeonato. Tal feito não era conseguido desde 1972/1973, sendo, assim, um marco histórico para o futebol português. Para além de ter igualado este marco, o FC Porto tornou-se no campeão nacional com maior distância para o segundo classificado - 21 pontos (de distância para o SL Benfica). O Porto teve ainda a melhor defesa, o melhor ataque e foi a única equipa a marcar golos em todos os jogos do campeonato - uma época nacional memorável para Villas-Boas.
A 18 de Maio de 2011, Villas-Boas conquistou o seu terceiro troféu pelo Porto e um que Portugal, liderado pelo Porto, a Liga Europa/Taça UEFA 2010-2011. Numa final histórica frente ao Sporting Clube de Braga (nunca duas equipas portuguesas se haviam encontrado na final), o Porto ganhou por 1-0 e conquistou o seu sétimo troféu internacional. Com este triunfo, em que Falcao estabeleceu o recorde de dezoito golos numa competição europeia, Villas-Boas tornou-se no mais jovem treinador de sempre a ganhar uma prova europeia.
A fechar a época, a 22 de Maio de 2011, Villas-Boas conquistou o quarto troféu para o Porto na época, igualando o feito histórico de Tomislav Ivic. Foi a Taça de Portugal, que venceu com uma goleada de 6-2 ao Vitória de Guimarães. Com este troféu, o FC Porto ultrapassou o Benfica em troféus oficiais (69 contra 68).
A época 2010/2011 de Villas-Boas marcou o ano em que o FC Porto ultrapassou o SL Benfica e se tornou no clube com mais troféus oficiais de Portugal.
É pouco, mas sintomático, dizer que é o jogador com mais títulos conquistados em todo o Mundo. Atravessou todas as camadas, todas as selecções, foi baluarte e capitão de todas as equipas por onde passou e terá sido, provavelmente, o melhor de sempre na sua posição no FC Porto. Começou o seu trajecto no clube na época de 1983/84, numa aposta de confiança que nunca saiu defraudada. É um exemplo de referência e o profissionalismo que sempre dedicou às equipas a que pertenceu, é revelador da índole deste incontornável símbolo do FC Porto e do futebol português. Será difícil, nos tempos mais próximos, alguém conquistar todos os títulos que Vítor Baía conseguiu, inclusivamente numa bem sucedida passagem pelo poderoso Barcelona. A Liga dos Campeões e a Taça UEFA alcançadas ao serviço do FC Porto serão provavelmente os seus momentos mais significativos, que se juntam a uma lista infindável de conquistas e que fazem de Vítor Baía um jogador, a todos os níveis, memorável.
Fernando Gomes é o maior goleador de sempre da história do FC Porto e o mais mortífero do futebol nacional. Um matador que foi rei em Portugal e na Europa. Gomes dominava a área como poucos, o seu jogo de cabeça era brilhante, rematava forte e colocado com ambos os pés e parecia, como que por magia, adivinhar os lances para facturar.
Foi por seis vezes o melhor marcador do campeonato nacional e em duas delas, 1983 e 1985, juntou a esse título o de goleador-mor da Europa.
Nascia, então, o Bibota. Gomes foi um dos pilares fundamentais do FC Porto que surpreendeu e conquistou o respeito da Europa do futebol.
Responsável por cinco golos na caminhada até Viena, falhou o jogo decisivo frente ao Bayern de Munique por ter partido a perna a poucos dias do desafio.
Viu a conquista do título europeu em casa, engessado e de muletas, mas recuperou a tempo de levantar a Supertaça Europeia e a Taça Intercontinental. Terminou a carreira em 1991, com 318 golos marcados em mais de 400 jogos disputados.