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De Redundo para o Mundo

Um olhar sobre o mundo das notícias

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Um olhar sobre o mundo das notícias

Cavaco escolhe Passos e critica acordo "claramente inconsistente" à Esquerda

Outubro 23, 2015

adamirtorres

 

O Presidente da República, Cavaco Silva, indigitou nesta quinta-feira como primeiro-ministro o presidente do PSD e líder da coligação Portugal à Frente, Pedro Passos Coelho, e num claro apelo à dissidência, incentivou os deputados a exerçam a liberdade dos seus mandatos ao votarem as moções de rejeição um programa de Governo anunciadas pelo BE e pelo PCP.

O apelo do Presidente dirigia-se aos deputados do PS e foi a forma de Cavaco Silva demostrar frontal oposição à hipótese de vir a ser constituído um Governo com apoio de partidos anti-euro, anti-integração europeia e anti-NATO. O Presidente não hesitou em declarar: “É aos deputados que compete decidir, em consciência e tendo em conta os superiores interesses de Portugal, se o Governo deve ou não assumir em plenitude as funções que lhe cabem. Como Presidente da República, assumo as minhas responsabilidades constitucionais. Compete agora aos deputados assumir as suas.”

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E se Costa não estiver a fazer bluff quando fala de governo à esquerda?

Outubro 07, 2015

adamirtorres

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Quem fala com todos, pode acabar aliado de algum. E António Costa está neste momento falar à esquerda e à direita. A ordem não é de menosprezar: o homem que se apresentou à candidatura à liderança do partido defendendo um governo à esquerda, e que fez o discurso na campanha virado para esse lado, escolheu falar primeiro com o PCP e depois com o BE – mais uma ordem a não menosprezar, mas já lá vamos. E se o socialista estiver mesmo apostado em juntar comunistas e bloquistas no apoio a um Governo de esquerda, mesmo não tendo sido o partido mais votado? Costa está mesmo a fazer o número para colocar culpas no PCP e no BE?

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E se Costa não estiver a fazer bluff quando fala de governo à esquerda? - Observador


Faz-se tempo

Outubro 07, 2015

adamirtorres

Os tempos não estão para euforias. O Bloco obteve um resultado histórico, a coligação de Direita foi a candidatura com mais votos, mas perdeu a maioria absoluta. O campo de ação para a Esquerda existe - e deve ser explorado.

 

Foquemo-nos em primeiro lugar no que pode ser travado. Sem o poder absoluto, a Direita não tem legitimidade para privatizar a Segurança Social, ou seja o que for, ou para fazer novos cortes nas pensões. Se o presidente da República insistir, para salvar os seus, em dar posse a um Governo cujo programa foi rejeitado nas urnas pela maioria dos portugueses, é pois nosso dever travar essa possibilidade.

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Faz-se tempo - JN


Passos quer entendimento com PS para quatro anos

Outubro 06, 2015

adamirtorres

BP 03

 

No Conselho Nacional do PSD, que aprovou por unanimidade o acordo de Governo com o CDS, Passos Coelho defendeu um entendimento mais a longo prazo para que haja condições de governabilidade mesmo quando as condições externas já não estiverem tão favoráveis como estão hoje ou os juros da dívida já não forem tão baixos. Se esse entendimento passa por uma solução de Governo ou apenas pela Assembleia da República não é claro. Nem o PSD quer fechar a porta a nenhum dos cenários antes de se iniciarem conversações com os socialistas. Até porque o PS tem um congresso marcado.

Na comissão política nacional do PSD, que se reuniu antes do Conselho Nacional, Passos Coelho deu o exemplo do primeiro Governo liderado por António Guterres que não tinha maioria absoluta (o Parlamento dividiu-se em 115/ 115 deputados) e que chegou ao fim. O líder do PSD não o disse, mas as negociações com a oposição da altura passavam pelo ministério dos Assuntos Parlamentares cujo secretário de Estado era precisamente António Costa, o actual líder do PS.   

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Passos quer entendimento com PS para quatro anos - PÚBLICO


PSD abre espaço a PS mas não para Governo - Observador

Outubro 06, 2015

adamirtorres

 

PSD e CDS, respetivamente, aprovaram esta noite um acordo de Governo para a próxima legislatura que abre portas a entendimentos de natureza parlamentar com “todas as forças políticas” e que vai ao encontro dos objetivos do PS. Intitulado “Proposta de acordo de governo e de colaboração política entre PSD e CDS”, o documento, que foi desenhado por José Matos Correia e Luís Pedro Mota Soares, é vago nas propostas para a governação e assenta em objetivos gerais de “defesa e reforço do Estado Social” e de “promoção da competitividade da economia”, nomeadamente através do “investimento privado e inovação”. Tudo condições que parecem ir ao encontro das linhas gerais defendidas pelo PS, mas sem detalhe.

No documento, que está a ser discutido entre os conselheiros nacionais do PSD e que vai depois ser discutido entre os conselheiros nacionais do CDS, lê-se que “o Governo atuará com um permanente espírito de compromisso, desenvolvendo as negociações adequadas para a construção, nos mais diversos planos, dos necessários entendimentos”, uma vez que, depois de perderem a maioria absoluta, centristas e sociais-democratas reconhecem que o novo quadro político obriga a entendimentos com “todas as forças políticas” e “parceiros sociais”.

 

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PSD abre espaço a PS mas não para Governo - Observador


Rui Rio poderá ser ministro num Governo com muita gente de saída

Outubro 06, 2015

adamirtorres

Torre Belem

 

Dos 14 ministros actuais, há quatro que não transitam para a nova formação. Entre eles estão António Pires de Lima, ministro da Economia, que sempre afirmou que, independentemente do resultado das legislativas, no fim do mandato voltaria ao sector privado; e Miguel Poiares Maduro, ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional, que anunciou a saída em Julho, para regressar a carreira académica. Caso contrário, perderia o vínculo contratual com o Instituto Universitário Europeu de Florença, em Itália.

Também sai Paula Teixeira da Cruz, ministra da Justiça, que, assegura fonte próxima do PSD, "depois das polémicas, como a do Citius, não tem condições para continuar". E Anabela Rodrigues, da Administração Interna. "Foi uma escolha de recurso aquando da saída de Miguel Macedo", considera a fonte.

Na lista dos indecisos, mas com provável bilhete de saída, estão Paulo Macedo, ministro da Saúde, que já terá manifestado "vontade de sair"; Rui Machete, ministro dos Negócios Estrangeiros, que aparentemente tem a tutela mais disputada; e Nuno Crato, da Educação, pelas mesma razões de Teixeira da Cruz. "Um Governo de minoria precisa de ser politicamente forte, para negociar com a Oposição, e ao Crato não tem lugar".

Rui Rio pode ser ministro num Governo com muita gente de saída - JN


Governo à Direita num Parlamento à Esquerda

Outubro 05, 2015

adamirtorres

Torre Belem

 

O grande derrotado foi o PS. Ainda assim, o seu líder, António Costa, garantiu que não se vai demitir. Mais a esquerda, destaque para o resultado do Bloco de Esquerda que, com o melhor resultado da sua história, ultrapassou uma CDU que cresceu aquém das expectativas. Relativamente a novos partidos, o PAN consegue finalmente eleger um deputado. O Livre de Rui Tavares e o PDR de Marinho e Pinto ficam de fora do Parlamento.

Governo � Direita num Parlamento � Esquerda - JN


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