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Carlos Lopes: A medalha que começou com um atropelamento

31.07.12 | adamirtorres

Domingo, 12 de Agosto de 1984, Los Angeles, Califórnia. Pouco passava das sete da tarde, hora local (três da manhã do dia seguinte em Lisboa), quando Carlos Lopes, com o dorsal 723, entrou no Coliseu de L.A. Lopes fez a volta e meia que lhe faltava num sprint solitário e sagrou-se, aos 37 anos, campeão olímpico da maratona, a primeira vez que um atleta português conquistava uma medalha de ouro nos Jogos. Quinze dias antes, estava tudo em causa. Durante um treino, Lopes fora atropelado. O sonho olímpico podia ter acabado logo ali.
"Julguei que ia bater com a cabeça no asfalto. Por instinto defendi-me e acabei por cair sobre a omoplata esquerda. Nem sei como a cabeça não bateu em nada... Levei algum tempo a levantar-me. Tinha medo, pensava que já não ia a Los Angeles", recordou mais tarde, em entrevista ao jornal A Bola, o atleta português. O carro que o tinha atropelado era um Mercedes e o condutor era um comandante da TAP, Lobato Faria. Quem assistiu à cena quis bater no comandante e foi Carlos Lopes quem o defendeu. Naquela manhã, foi directo para o Hospital de Santa Maria, onde fez vários exames. O procedimento repetiu-se numa clínica, já com a supervisão de um médico do Sporting, e os resultados foram conclusivos: estava tudo bem.
Teria sido um golpe duro para Lopes, atleta de currículo ímpar no atletismo português, da pista ao corta-mato, a quem a glória olímpica (leia-se, a medalha de ouro) tinha falhado por poucos segundos em Montreal 1976 por culpa de Lasse Viren nos 10.000m - e o finlandês nunca se livrou da fama de doping sanguíneo. Lopes falhara os Jogos de Moscovo 1980 por causa do boicote e Los Angeles seria a sua última oportunidade. Naquela manhã de muito calor, Lopes era um dos favoritos, não "o" favorito. Falava-se em Rob de Castella, o australiano, em Alberto Salazar, o cubano naturalizado norte-americano, em Toshihiko Seko, o japonês.

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Jogos Olímpicos 2012 - Carlos Lopes: A medalha que começou com um atropelamento